terça-feira, julho 11, 2006
segunda-feira, julho 03, 2006
quinta-feira, junho 29, 2006
Conquilhas à Algarvia:
Lavam-se as conquilhas e põem-se de molho em água com sal durante 12 horas (2 marés).
Cortam-se os alhos em rodelas e alouram-se no azeite. Juntam-se as conquilhas e deixam-se abrir sobre lume brando mexendo de vez em quando.
Retiram-se imediatamente do lume (para não secarem) e polvilham-se com coentros picados e pimenta e regam-se com sumo de limão.
Servem-se com gomos de limão.




portugal^2006
Lavam-se as conquilhas e põem-se de molho em água com sal durante 12 horas (2 marés).
Cortam-se os alhos em rodelas e alouram-se no azeite. Juntam-se as conquilhas e deixam-se abrir sobre lume brando mexendo de vez em quando.
Retiram-se imediatamente do lume (para não secarem) e polvilham-se com coentros picados e pimenta e regam-se com sumo de limão.
Servem-se com gomos de limão.
portugal^2006
domingo, junho 25, 2006
sexta-feira, junho 23, 2006
*abertura oficial da época balnear*
Abertura oficial da época caravanista :)
Utilizando o Google Earth para procurar sítios novos, e, aqui, para recordar sítios visitados:

portugal^2006 (por: google earth)

portugal^2005

portugal^2005
Abertura oficial da época caravanista :)
Utilizando o Google Earth para procurar sítios novos, e, aqui, para recordar sítios visitados:
portugal^2006 (por: google earth)
portugal^2005
portugal^2005
terça-feira, junho 20, 2006
quarta-feira, junho 14, 2006
Neste preciso momento, aqui, no finzinho de Portugal, cai-nos em cima um lamentável cataclismo, para quem está mais ou menos de férias, e em Junho!; chove a cantaros por todos os lados e troveja tanto que a sala ilumina-se toda.
Obriga-me a enrolar-me, feito mariquinhas e rezando a santa Bárbara, no canto do sofá, tentando buscar um pouco de conforto na leitura de um livro, enquanto o Amore - sempre destemido - fuma um cigarro e bebe um café, lá fora, debaixo do alpendre, molhando os dedos dos pés e admirando o espetáculo da narureza.
E reza assim o romance, tremendamente apropriado; no tom, na descrição, nas minhas memórias e no desejo por um ambiente mais quentinho:
Quando chegamos a Benares, um rapaz da minha idade veio ao encontro do meu companheiro e este pediu-lhe que me arranjasse um quarto. Chamava-se Mahendra e era e era professor da Universidade. Homem afável, bom, inteligente; pareceu simpatizar comigo tanto como eu com ele. Levou-me naquela noite a passear de barco no Ganges. Que comoção! Muito bonita, a cidade amontoada até quase à margem do rio; bonito e impressionante. Mas na manhã seguinte, tinha coisa melhor para me mostrar. Veio buscar-me ao hotel e levou-me de novo para o rio. Vi um homem alto e emaciado, com uma massa de cabelos emaranhados e barda desalinhada, tendo apenas uma tanga a cobrir-lhe a nudez, permanecer de pé com os longos braços entendidos de cabeça erguida, e em voz alta orar ao Sol nascente. Não lhe sei dizer que impressão isto me causou, Passei seis meses em Benares e voltei inúmeras vezes ao Ganges, de madrugada, para apreciar o estranho espetáculo. Nunca me cansei de o admirar. Aquela gente não acreditava tibiamente, com restrições ou dúvida inquietante, mas com todas as fibras do seu ser.
W. Somerset Maugham - O Fio da Navalha^1944
Obriga-me a enrolar-me, feito mariquinhas e rezando a santa Bárbara, no canto do sofá, tentando buscar um pouco de conforto na leitura de um livro, enquanto o Amore - sempre destemido - fuma um cigarro e bebe um café, lá fora, debaixo do alpendre, molhando os dedos dos pés e admirando o espetáculo da narureza.
E reza assim o romance, tremendamente apropriado; no tom, na descrição, nas minhas memórias e no desejo por um ambiente mais quentinho:
Quando chegamos a Benares, um rapaz da minha idade veio ao encontro do meu companheiro e este pediu-lhe que me arranjasse um quarto. Chamava-se Mahendra e era e era professor da Universidade. Homem afável, bom, inteligente; pareceu simpatizar comigo tanto como eu com ele. Levou-me naquela noite a passear de barco no Ganges. Que comoção! Muito bonita, a cidade amontoada até quase à margem do rio; bonito e impressionante. Mas na manhã seguinte, tinha coisa melhor para me mostrar. Veio buscar-me ao hotel e levou-me de novo para o rio. Vi um homem alto e emaciado, com uma massa de cabelos emaranhados e barda desalinhada, tendo apenas uma tanga a cobrir-lhe a nudez, permanecer de pé com os longos braços entendidos de cabeça erguida, e em voz alta orar ao Sol nascente. Não lhe sei dizer que impressão isto me causou, Passei seis meses em Benares e voltei inúmeras vezes ao Ganges, de madrugada, para apreciar o estranho espetáculo. Nunca me cansei de o admirar. Aquela gente não acreditava tibiamente, com restrições ou dúvida inquietante, mas com todas as fibras do seu ser.
W. Somerset Maugham - O Fio da Navalha^1944
sexta-feira, maio 12, 2006
quarta-feira, abril 26, 2006
quinta-feira, abril 06, 2006
meus caros amigos S. e N.,
escrevo-vos porque temo que, dadas as stressantes circunstâncias de um safari moderno, voltem desapaixonados de África. ai :(
escrevo-vos porque a viagem que vão fazer não vos dará espaço para fazerem a tal viagem interior que África nos exige, a tal viagem instrospectiva, o tal contacto com as origens dos principios de tudo, com a pureza das poucas coisas que ainda existem naturalmente só por existir.
escrevo-vos porque temo que não possam experienciar como deveriam a grandeza das pequenas coisas, por não terem tempo para ficarem horas só a ouvir, horas só a ver, o sol a descer, a mutação da veracidade das coisas, porque em África uma coisa é verdade ao amanhecer e mentira pelo meio-dia e não devemos respeitá-la mais do que ao maravilhoso e perfeito lago bordejado de ervas que se vê além da planície salgada crestada pelo sol. Atravessámos essa planície pela manhã e sabemos que tal lago não existe. Mas agora está lá e é absolutamente verdadeiro, belo e verosímil.
escrevo, finalmente - em jeito de lembrete, porque insisto para que o leiam antes da partida!!! - para que não se esqueçam do nome do livro "VERDADE AO AMANHECER " do HEMINGWAY.
e depois, quando chegarem,
BEIJEM-NA, CARALHO!

tanzania^2002
escrevo-vos porque temo que, dadas as stressantes circunstâncias de um safari moderno, voltem desapaixonados de África. ai :(
escrevo-vos porque a viagem que vão fazer não vos dará espaço para fazerem a tal viagem interior que África nos exige, a tal viagem instrospectiva, o tal contacto com as origens dos principios de tudo, com a pureza das poucas coisas que ainda existem naturalmente só por existir.
escrevo-vos porque temo que não possam experienciar como deveriam a grandeza das pequenas coisas, por não terem tempo para ficarem horas só a ouvir, horas só a ver, o sol a descer, a mutação da veracidade das coisas, porque em África uma coisa é verdade ao amanhecer e mentira pelo meio-dia e não devemos respeitá-la mais do que ao maravilhoso e perfeito lago bordejado de ervas que se vê além da planície salgada crestada pelo sol. Atravessámos essa planície pela manhã e sabemos que tal lago não existe. Mas agora está lá e é absolutamente verdadeiro, belo e verosímil.
escrevo, finalmente - em jeito de lembrete, porque insisto para que o leiam antes da partida!!! - para que não se esqueçam do nome do livro "VERDADE AO AMANHECER " do HEMINGWAY.
e depois, quando chegarem,
BEIJEM-NA, CARALHO!
tanzania^2002





